Tuesday, February 27, 2018

Como ajudar as crianças refugiadas?

Estamos tomando café da manhã com nosso grupo internacional de alunos. Um aluno da Índia pede o molho de pimenta vermelha e passa-o em seu pão, enquanto uma menina estrangeira pega a caixa de chocolate granulado e pergunta: “O que é isso? Vocês realmente podem por chocolate no pão de manhã?” Quando confirmamos isso, ela abre um sorriso bem grande: “Wow, estamos no céu!” Nossa obreira da Ásia está um pouco menos entusiasmada: “O quê, pão de novo? Por que nunca comem massa no café da manhã?” Sorte dela que tivemos arroz na hora do almoço…
 

No início de Janeiro começamos a primeira “Escola Crianças em Risco” na Holanda para obreiros que querem aprender a trabalhar com crianças em situação de risco. Nosso alvo é ensinar os alunos como começar e manter um ministério com crianças vulneráveis, qual a base Bíblica para isso e muitos outros detalhes e princípios necessários. Durante um período de três meses eles recebem muitas aulas sobre uma variedade de assuntos relacionados a esse tema.
 

Clubes para Crianças Refugiadas
Temos um grupo maravilhoso de obreiros e alunos internacionais, todos com chamado especial para alcançar crianças em situação de risco. O foco desta escola está em crianças refugiadas. As aulas que recebem durante a semana são colocadas em prática nos finais de semana, quando prestam ajuda a clubes para crianças de famílias refugiadas.

É muito encorajador ver como em toda Holanda as igrejas têm formado grupos de apoio e programas para ajudar as famílias dos refugiados e os seus filhos.

Liderando programa com crianças até meia noite

Os alunos tiveram outra aplicação prática quando ajudaram durante uma conferência para Cristãos Árabes. Os líderes – eles mesmos foram refugiados que fugiram para Holanda muitos anos atrás – agora ajudam outros Cristãos Árabes que tiveram que partir da sua terra. Durante essa conferência são encorajados a colocarem sua esperança e fé no Senhor Jesus. Todas as crianças na conferência eram de ascendência Árabe, e apesar de falarem bem o Holandês, mesmo após meses ou anos na Holanda, ainda eram notáveis as diferenças culturais. Por exemplo, a programação para as crianças era planejada até bem tarde, após as 23 horas. Nenhum problema para a garotada, mas para nossos alunos?? Kkkk, tiveram que se adaptar :)

Para o mosteiro

Em Fevereiro fomos com os alunos e obreiros por uma semana para uma Conferência Europeia sobre refugiados. Foi num mosteiro no sul da Holanda e reuniu um grupo grande de mais de 60 igrejas e organizações que trabalham com refugiados em lugares diferentes da Europa. Escutamos relatos impressionantes, e tivemos a oportunidade de ouvir os testemunhos de alguns refugiados. Foi uma semana muito especial na qual aprendemos bastante.
 

No meio do caminho.

Temos muito orgulho deste grupo, da maneira como se adaptaram, do seu grande esforço para fazer da escola um sucesso! Já passamos da metade do curso e as coisas estão indo muito bem. O primeiro relatório de livro, a primeira carta de notícias e a primeira prova já passaram. E logo a parte teórica de três meses ficará para trás, e partirão para o tempo prático. O plano é que uma equipe de obreiros e alunos siga para alguns lugares no Oriente Médio a fim de ajudar crianças e suas famílias refugiadas.

Refugiados em muitos países

Alguns dos países que foram inundados com refugiados recentemente são Bangladesh, Uganda, Iraque, Líbano, Jordânia e Turquia. O Líbano, por exemplo, é um país com 6 milhões de habitantes, dos quais mais de 1 milhão é de refugiados. Isso quer dizer que 1 em cada 6 pessoas nesse país é refugiada. Se projetarmos a mesma proporção na Holanda, seriam 3 milhões de pessoas, mas na realidade há apenas 250.000 refugiados.

A Turquia é o país que recebeu mais refugiados nos últimos anos. Números oficiais dizem que são 3,7 milhões. Cerca de metade destes refugiados são crianças que muitas vezes carregam algum trauma. Agora estão tendo de lidar com muita insegurança enquanto suas famílias tentam superar os desafios das perdas e prover as necessidades diárias. Nossa equipe irá com o objetivo de ajudar essas crianças e suas famílias de todas as maneias, inclusive a lidar com os traumas das perdas e deslocamento. Esperamos que a equipe seja uma benção para um grande número de crianças e famílias.

Johan e eu estamos planejando nos juntar à equipe durante o último mês do prático. Vocês vão ouvir mais sobre essa viagem na nossa próxima carta.
 

De volta a Heidebeek após 38 anos

Estamos curtindo estar de volta à base da JOCUM em Heidebeek, na Holanda. Foi onde fizemos nossa Escola de Treinamento de Discipulado (ETED) há 38 anos. Na época não fazíamos ideia que serviríamos tantos anos em missões. Nosso plano original era ficar um ano em missões e logo voltar para nossos empregos de enfermeira e professor. Mas tudo foi um pouco diferente J! Somos tão gratos ao Senhor pelo privilégio que nos foi dado de poder participar em tantos ministérios no Brasil e em volta do mundo!

Dando aula na Austrália

E continuamos com o privilégio de poder fazer novos planos, dar aulas, liderar escolas e equipar obreiros e alunos. Em Abril Johan viajará para a cidade de Perth, na Austrália, para dar duas semanas de aula numa escola para obreiros com Crianças em Situação de Risco. Essa escola já está acontecendo por lá há muitos anos com foco em começar ministérios para crianças em países como Tailândia, Camboja, Vietnã e Filipinas. Como passamos bastante tempo pelos lados de lá no ano passado temos um lugarzinho especial no coração pelas crianças na Ásia.
 

Curtindo o inverno

Todos estes países mencionados tendem de ser quentes, então aproveitamos o tempo frio deste inverno aqui na Holanda. Especialmente o Johan, que tem a patinação como esporte favorito. Ele gosta demais de patinar com os amigos na maior pista de gelo artificial do mundo ao ar livre (3 km), que fica a menos que 20 minutos de distância da nossa casinha.
 


Amamos passar bastante tempo com os nossos filhos e netos durante a época de Natal. Celebramos o Natal, mais 5 aniversários (!), Ano Novo, jogamos bolas de neve, construímos um iglu, andamos de patins, fomos a concertos, parques, show de golfinhos e igreja juntos. E Davi, que joga basquete de cadeira de roda, desafiou sua família a jogar contra a equipe dele usando cadeiras de rodas também. Imagina quem ganhou?
 


Nossa filha Michele com seu marido Romeu e os dois filhos acabaram de voltar para o Brasil na semana passada após um ótimo tempo aqui na Holanda. Para nós esse período foi um grande presente, já fazia um ano que não nos encontrávamos. Agora estamos já fazendo planos de visitar Johanneke, Jonathan e as 3 meninas na Inglaterra no verão, depois da mudança deles, e também estamos tentando de passar o máximo de tempo com Pieter e Melissa e as crianças, bem como também com Dilma e Davi antes de partirmos para o Brasil novamente em Setembro.
 

Agradecemos a todos

Gostaríamos agradecer a todos pelo apoio e oração por nós. Entendemos que todos enfrentam grandes e pequenos problemas, mas apesar de tudo continuam a servir ao Senhor com fidelidade, demonstrando apoio a nós também. Muito obrigado por tudo isso! Esta semana recebi uma tradução poética de Sofonias 3:17 que gostaria de compartilhar:

"O Deus eterno, o Deus que é três em um; Ele habita no centro do seu ser, é um guerreiro poderoso e corajoso. Ele veio para te libertar, te manter em segurança e te dar vitória.

Alegramo-nos nele. Ele brilha com gozo extraordinário e curte sua presença. Ele gravou um lugar par ti nele mesmo e reflete com amor e ternura em você.

Ele não consegue se conter quando pensa em ti e com grande alegria Ele pula e dança enquanto espera por você.... Pôs-te acima de todas as criaturas numa posição de prioridade absoluta. De fato Ele se expressa com fortes brados e cantos de triunfo, com gozo proclamando um cântico de entusiasmo e alegria de todo coração!

Tudo por causa de você!”


Que este Deus, que te ama tanto, possa te abençoar ricamente!

Com muito amor,

Johan e Jeannette

Pontos de oração:

  • Orem pelos alunos, para que continuem aprendendo bastante durante escola, e que obedeçam à vontade de Deus pelas suas vidas; 
  • Orem pelos obreiros e alunos durante o prático de três meses com os refugiados; 
  • Orem para que muitas famílias sejam tocadas pelo amor de Deus; 
  • Agradeçam por nossa família e amigos e pelo tempo maravilhoso que conseguimos passar com eles; 
  • Agradeçam pela primeira metade da escola, que transcorreu muito bem; 
  • Orem pela viagem do Johan para Austrália em Abril, onde ele vai ensinar numa Escola Crianças Em Risco; 
  • Agradeçam por nossa saúde.

Thursday, December 14, 2017

O melhor presente, a maior alegria!


Nós, Johan e Jeannette Lukasse,
desejamos a voce e sua familia
um Natal significativo
e um Ano Novo cheio de bençãos!
 


Deus conosco. O melhor presente, a maior alegria!

"A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão "Emanuel" que significa "Deus conosco".

E eu, Jesus, estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos".

Neste dias de

festas e muito comida boa 

com familiares e amigos



Com seis dos nossos oito netinhos

 

Queremos também

lembrar e orar por 

os refugiados em todo o mundo.



Não havia lugar para eles na hospedaria. Mais tarde eles precisaram fugir para o Egito...

Thursday, November 23, 2017

Somos Vovôs em Missões

Completei 60 anos na semana passada! E agora?


“Estão pensando em aposentar?”, ouvimos regularmente. Bem, na realidade não. Não no sentido de parar com nosso trabalho. somos gratos em poder continuar. Vivemos juntos por semanas ou meses com vários grupos de jovens. Aprendemos juntos a transmitir o amor de Jesus para crianças e famílias que vivem em situações adversas e descobrimos como viver cada vez mais como Jesus. Curtimos poder fazer isso tanto no Brasil como em países da Ásia, e agora na Holanda através da Escola Crianças em Risco que iremos liderar em breve na base da JOCUM, na Holanda.

V-V-M

Mas sim, estamos ficando um pouco mais velhos. “Trabalham com qual organização?” perguntou-me uma senhora do grupo de esporte que participo. “Com a JOCUM: Jovens com Uma Missão”, respondi. Ela me olhou meio incrédula. Bem, meu cabelo está cada vez mais branco, minha pele com rugas, estou usando um aparelho ortopédico no pé para poder andar direito, enfim, não sou mais tão jovem assim...

Há 37 anos, quando começamos essa aventura na JOCUM, realmente éramos bem jovens ainda. Mas e agora? Talvez devêssemos mudar o nome para V-V-M: “Vovôs e Vovós em Missões”!

Loren e Darlene são os fundadores da JOCUM, Loren já tem 82!
Mudança de ritmo

Algumas coisas mudam na medida em que a idade avança. Antes, quando as crianças eram pequenas, achávamos normal trabalhar duro seis dias por semana num ministério crescente e com uma família em expansão. Às vezes olhamos para trás e pensamos como dávamos conta de tudo isso... Bem, o ritmo mudou um pouco, e hoje necessitamos de um pouquinho mais de tempo para as coisas que costumávamos fazer num instantinho.

Ensinando os alunos a fazer uma programação com as crianças numa favela nas Filipinas.
Senhor, o que podemos fazer?

Mas continua fascinante ver como Deus quer nos usar, guiar e ajudar. Continuamos no processo de busca por Sua direção. O planejamento fica um pouco mais curto; em vez de fazer planos para os próximos dez anos, olhamos só um ou dois anos para frente, sempre levando em conta que a situação da nossa saúde pode mudar rapidamente.

Mas a dinâmica de buscar a vontade de Deus fica a mesma: “Senhor o que podemos fazer?” E cremos que no ano que vem devemos liderar o curso Crianças em Risco aqui na Holanda com foco em iniciar ministérios com crianças refugiadas. Depois disso iremos voltar por uns anos para Brasil para fortalecer os cursos existentes de Crianças em Risco por lá. E depois?...

Não temos certeza ainda, mas talvez iremos focar mais em regiões da Ásia, Oriente Médio e África. Há crianças em situação de risco em todo lugar, e também existem bases da JOCUM espalhadas no mundo todo que gostariam que a gente fosse lá para dar a Escola Crianças em Risco a fim de treinar os obreiros e fortalecer os ministérios para alcançar cada vez mais crianças e famílias. Continua o mesmo processo de dependência de Deus, de sempre voltar e entregar nossas vidas novamente ao Senhor e deixá-lo nos usar.


Sentimento de solidão

Mas de vez em quando isso traz um sentimento de solidão: Não pertencemos a nenhum lugar totalmente. Estamos num local por algumas semanas ou meses, talvez um ano, mas logo partimos. Gostamos muito do tempo que passamos onde estamos, como agora, por exemplo, na nossa casinha na pequena cidade de Ermelo na Holanda, no seio da família e entre amigos, mas sabemos que é apenas temporário. O que nos consola é a certeza de que, seja onde for, Deus está conosco, nosso Pai amoroso, que nos conhece melhor do que qualquer um.


Sentimentos de insegurança

Às vezes batalhamos com sentimentos de insegurança: será que as pessoas, como vocês que nos apoiam em oração e finanças, vão continuar nos apoiando? Será que nossa comunicação está sendo adequada e clara sobre como o Senhor nos guia e sobre no que cremos? Sobre o fato de que muitas crianças estão sendo alcançadas através do treinamento que damos aos jovens missionários?

Quando ainda liderávamos a base da JOCUM em BH, com suas casas, ministérios, crianças, jovens e famílias, era tudo um pouco mais claro. Mas agora que estamos transformando essa bagagem em aulas e lições para treinar outros, será que isso está claro para as pessoas que nos acompanham há tantos anos? Caso tenham algum conselho para nos passar, gostaríamos muito de ouvir de vocês. Mas mesmo com todas essas perguntas sabemos que Deus cuida de nós, que Ele sabe do que necessitamos; Ele é fiel e continua nos surpreendendo cada vez.


Mais de 30 milhões de crianças refugiadas

Então continuaremos caminhando. A próxima tarefa que estamos preparando é a escola Crianças em Risco aqui na Holanda. As aulas serão de Janeiro a Março, seguidas de três meses de prático, provavelmente em algum campo de refugiados no sul de Europa ou no Oriente Médio; ou talvez em Uganda, onde há mais de um milhão de refugiados do Sudão do Sul, ou mesmo em Bangladesh onde quase um milhão de Rohingyas procuraram refúgio por causa dos conflitos em Mianmar. No mundo hoje existem mais de 65 milhões de refugiados, metade disso são crianças. Todas com suas necessidades e traumas, mas também todas amadas e conhecidas pelo Senhor Jesus. Vocês podem orar por essa escola? Para que tenhamos os alunos certos, e para que ao final da escola eles saibam para onde o Senhor os está chamando e onde podem estar servindo crianças para mostrá-las o amor de Jesus. A escola será somente em Inglês. Para mais informação entre no site: http://ywamheidebeek.org/car/

As escolas “Crianças em Risco” são cursos modulares, internacionais e integrados,
com duração de três meses e fazem parte da "Universidade das Nações".

Ficando ocupados
Enquanto isso estamos com a tarefa desafiadora de fazer um site para servir às Escolas Crianças em Risco mundo afora. Acabamos de ter uma reunião internacional com um grupo que já lidera este curso no Brasil, África do Sul e Índia. Semana passada tivemos a oportunidade de dar uma apresentação para um grupo de estudantes num colégio bem conceituado aqui na Holanda sobre desenvolvimento internacional. Foi bem legal.

Tempo de qualidade com a família
Obviamente estamos também tentando ter tempo de qualidade com nossos filhos e netos que moram aqui na Holanda. Nossos netos, filhos de Pieter e Melissa, já passaram uns dias aqui em casa durante as férias da semana de criança. Dilma e Davi devem passar duas semanas aqui na época de Natal. E Michele e Romeu e filhos estão vindo por 3 meses pra Holanda no final do ano. Estamos com bastante saudades deles, pois já faz um ano que não nos encontramos. Somente Johanneke e Jonathan não estarão aqui neste Natal, mas devemos nos encontrar no ano que vem, quando eles estarão de mudança do Brasil para Inglaterra. Sabemos quão abençoados somos tendo uma família assim. Oramos regularmente por aqueles que se sentem só, sofrem dores e perseguições....

Pontos de oração:
  • Agradeçam pela nossa saúde;
  • Orem pela Escola Crianças em Risco que iremos liderar em Janeiro de 2018, na base da JOCUM de Heidebeek, na Holanda;
  • Agradeçam pelas muitas bases da JOCUM pelo mundo, e orem para que cada vez mais bases desenvolvam ministérios com crianças desfavorecidas;
  • Orem pelos refugiados ao redor do mundo, especialmente as crianças;
  • Agradeçam pela família, amigos e os todos que nos apoiam;
  • Agradeçam a Deus por sua fidelidade.

 
Natal

Desejamos a todos um Natal onde o Senhor Jesus será o centro de tudo. Somos tão gratos por tudo que Ele fez, pelo amor tão grande de Deus por este mundo e por todos nós pessoalmente. Oramos para que muito mais pessoas possam conhecê-lo este Natal.

Desejamos a todos vocês as mais ricas bênçãos.

Com muito amor,

Johan e Jeannette

Monday, August 7, 2017

Ha seis meses dando aula sobre crianças em situação de risco na Ásia

Ruas e becos estreitíssimos, com estruturas em pedras cinza escuro e ricamente decoradas; descobrimos que são alguns dos 49.000(!) templos hindu que têm nesta ilha. Em todo lugar se encontra pequenas cestinhas com arroz, molho de soja, flores e incenso. Sim, tínhamos chegado à ilha de Bali! Uma ilha linda na Indonésia, porém, um lugar onde o povo vive debaixo de uma forte pressão para adorar os espíritos dos seus ancestrais.

Estamos desde Março deste ano numa longa viagem por vários países na Ásia. Primeiro demos um curso Crianças em Situação de Risco durante 3 meses, e agora estamos dando vários seminários em diferentes lugares. Países lindos com pessoas bonitas e adoráveis crianças, mas cada lugar com seus desafios particulares.

 
Hinduísmo, medo e pobreza.

Quando alguém em Bali deseja se tornar cristão, os seus pais geralmente reagem de maneira negativa; pois eles esperam dos seus filhos que continuem o hábito de apaziguar os espíritos dos seus ancestrais com oferendas diárias, e que quando os próprios pais falecem, devem organizar uma caríssima cerimônia de cremação num templo hindu. Muitas famílias acabam se endividando desta forma. Uma grande parte da população já vive em pobreza, e acaba se empobrecendo cada vez mais por causa desses costumes. Parece um ciclo interminável de pobreza.

Mas quando os filhos realmente se tornam cristãos, hão de parar com estes costumes de gastar dinheiro em caros rituais e oferendas diárias nas cestinhas nos templos. As pessoas em Bali, que sempre fizeram isso pelos seus ancestrais, vivem com medo. Elas viveram suas vidas amedrontadas pelos espíritos dos ancestrais e de demônios, e eles têm grande dificuldade em aceitar o amor libertador de Deus e o sacrifício que Jesus já pagou por eles. É de quebrar o coração observar uma ilha que parece um paraíso, mas onde as pessoas vivem em tão grande opressão.


JOCUM em Bali

JOCUM Bali tem há anos um grupo grande de missionários internacionais que procuram alcançar as crianças, suas famílias e comunidades. Como por exemplo, Roberto, um amigo do Brasil que está tentando começar um centro comunitário num bairro carente de lá. Dessa forma ele visa transformar aquela comunidade através o amor de Deus.


Tem um grupo bom de missionários da própria Indonésia também, e vários se tornaram nossos alunos durante o seminário, juntamente com alguns jocumeiros de outras bases e membros de igrejas locais. Veio até uma pessoa da JOCUM de Papua Nova Guiné. Para esse grupo bem diverso demos um seminário de duas semanas, e num sábado de manhã foi dada a oportunidade de colocar em prática algumas coisas que aprenderam: convidaram um grupo grande de crianças da comunidade para a base. Os alunos tinham preparado um programa bem atraente. Foi um tremendo sucesso!

“Foi a primeira vez que realmente gostei de fazer um programa com as crianças. Pena que passou tão rápido”, disse um deles.

“Foi fantástico e muito recompensador!”, exclamou outro.

Depois de duas semanas bem intensas, fechamos o seminário com um culto de gratidão. Um dos alunos, um ex-menino de rua, deu um testemunho:

“Apendi tanta coisa nova sobre crianças em risco”, ele disse. “Vou trabalhar de maneira bem diferente, mas além das coisas novas, também recebi muita cura de umas feridas interiores. Sou muito grato a Deus”!

Nós também curtimos nosso tempo lá! Mas logo chegou a hora de embarcar no próximo avião para Jacarta.



Jacarta, que cidade imensa.

Muita gente em Bali já tinha nos dito que Jacarta ia ser bem diferente, e isso era bem visível desde que a sobrevoamos antes de o avião pousar. Enquanto a capital de Bali, sem prédios altos, parecia uma aldeia inchada, dava para ver que Jacarta era um mar de prédios, uma megacidade com cerca de 20 milhões de habitantes. E, ao invés de muitos templos hindus, vimos muitas mesquitas – a influência muçulmana era bem mais evidente.

A JOCUM tem uma pequena equipe pioneira no coração da cidade desde o ano passado. Moram numa casa de madeira com escadas estreitas e íngremes, que foi construída ainda pelos holandeses na época da colonização. Sentimos-nos em casa :)


Todos os nove missionários da equipe são naturais da Indonésia mesmo, tal como os demais participantes do seminário, incluindo uma jocumeira de uma equipe da Tailândia. Estavam muito interessados em aprender sobre o trabalho com crianças em situação em risco e nos apresentaram um esquema onde daríamos aula de manhã, de tarde e de noite! Foi bem intenso, mas quando os alunos estão tão motivados em aprender, deixa a tarefa de ensinar bem leve!

Aulas

Se tiver interesse em saber quais aulas estamos dando nesse seminário, basta checar no nosso blog com um clique aqui!


Cebu, uma cidade nas Filipinas

Desde então chegamos às Filipinas, na cidade de Cebu, onde daremos o último Seminário sobre Crianças em Situação de Risco nessa viagem asiática. De todos os países onde já fomos, aqui se parece mais com o Brasil, considerando seu passado de colonizadores católicos, grandes problemas com corrupção e consumo de drogas, e uma ampla divisão nas classes sociais, visível na enorme quantidade de favelas.

Estamos hospedados numa linda base da JOCUM. Tem ministérios com crianças em nove comunidades carentes diferentes, utilizando espaços livres debaixo de viadutos e qualquer cantinho disponível, seja em pracinhas, campinhos, prainhas, etc.


Gostaríamos de ter uma escola Crianças em Risco completa aqui nas Filipinas para poder treinar melhor os obreiros, e vamos trabalhar para que isso seja realizado num futuro próximo. Estejam orando conosco sobre a multiplicação destas escolas na Ásia, pois as necessidades aqui são imensas.


Enquanto isso, no Brasil

Recebemos notícias bem legais do Brasil nas últimas semanas. A base de Belo Horizonte, onde começamos o ministério com Crianças em Situação em Risco, e que dirigimos durante 27 anos (até 2013), celebrou o aniversário de 30 anos de funcionamento em seis das suas casas. Foi lembrado o que Deus tem feito durante esses anos, quantas crianças, adolescentes e famílias foram alcançadas. Temos tantos motivos para ser gratos a Deus!

Também a igreja no Rio de Janeiro, onde ficamos gratuitamente com todos os alunos durante 8 meses no ano passado com o programa ETED e Crianças em Risco, nos mandou lindas fotos do ministério com as crianças que nossa equipe iniciou, e que conseguiram dar continuidade. O ministério continua crescendo e famílias inteiras são alcançadas pelo amor de Cristo.


Janeiro de 2018: Escola Crianças em Risco na Holanda

Ao chegar de volta à Holanda em Setembro, prepararemos a Escola Crianças em Risco, com foco em crianças de refugiados, que está para começar na base de Heidebeek, da JOCUM na Holanda em Janeiro 2018. Serão três meses de aulas, seguidos de um tempo prático, provavelmente num campo de refugiados no sul da Europa ou no Oriente Médio. Gostariam de nos ajudar a recrutar os alunos certos, primeiramente orando conosco por isso, e depois passando informações às pessoas que têm chamado e visão para isso? Lembrando que a escola será somente em inglês. Maiores informações no website da JOCUM Heidebeek: http://ywamheidebeek.org/nl/car/. Muito obrigado pelo esforço!

Pontos de oração:
  • Agradeçam pela restauração da nossa saúde durante esta viagem;
  • Orem pelas famílias hindus em Bali que vivem cativas do medo. Que o amor que elas enxergam nos cristãos os convença do amor e esperança que há em Cristo;
  • Agradeçam pela equipe pioneira em Jakarta. Orem para que adotem as estratégias certas para compartilhar o amor de Deus na sua comunidade e na cidade;
  • Orem pelas crianças em Cebu, nas Filipinas, para que possam encontrar e conhecer Jesus desde cedo;
  • Agradeçam a Deus pelos alunos tão abertos com quem tivemos a oportunidade de compartilhar durante esta viagem;
  • Orem pela multiplicação da escola Crianças em Risco na Ásia;
  • Agradeçam pelo fato dos ministérios em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro continuarem funcionando tão bem;
  • Intercedam pela próxima Escola Crianças em Risco na Holanda.


A todos que têm nos apoiado nos últimos tempos em oração, finanças, mensagens e e-mails, nossos profundos agradecimentos. Somos gratos. Reconhecemos que sem estas parcerias a gente não seria capaz de continuar o que estamos fazendo. Desejamos a todos as riquíssimas bênçãos de Deus!

Com muito amor,

Johan e Jeannette





Wednesday, July 5, 2017

Ensinando na Indonésia e nas Filipinas

Tempo de férias! Aos que vão viajar durante as próximas semanas desejamos um tempo muito bom e relaxante!



Ainda estamos em nossa longa viagem de sete meses, não de férias, mas ensinando em diferentes países da Ásia.

Está difícil manter o peso de nossa bagagem com menos de 20 quilos. Carregamos ainda as roupas de inverno, que usamos muito no último país onde demos aula, mas daqui para frente estaremos apenas em países tropicais.

Quando eu me lembro de como nós começamos nossa carreira missionária, quando fomos fazer uma ETED – Escola de Treinamento e Discipulado –, depois de chegarmos lá com um carro abarrotado de caixas e malas, eu pensava que já tinha aprendido um bocado sobre "viajar leve." Mas sempre que arrumamos nossas malas para o próximo voo, parece que elas ficam cada vez mais pesadas... ai, ai!



Estamos gostando muito de conhecer um pouco dos países e culturas da Ásia. Que povo querido! Mas também estamos tristes pelas grandes necessidades entre as crianças!

Nesta semana começamos um seminário sobre alcançar crianças em risco em Bali, na Indonésia! Nossas aulas vão de 3 a 14 de julho.



Esperamos repetir o seminário em Jacarta, também na Indonésia, de 17 a 21 de julho.

E depois vamos viajar para Cebu, nas Filipinas, para outro seminário entre os dias 7 e 16 de agosto.



Algumas pessoas nos perguntaram o que estamos ensinando. Então, vou listar alguns temas:
  1. Razões para trabalhar com crianças e o amor de Deus por cada uma.
  2. Como as meninas e as mulheres são vistas e tratadas em diferentes culturas e cosmovisões.
  3. Desenvolvimento de crianças e suas características.
  4. Estimular e desenvolver diferentes tipos de inteligência em crianças.
  5. Neemias e estratégias para a transformação.
  6. Como o muro quebrado representa as diferentes categorias de crianças carentes.
  7. Misericórdia e justiça nas grandes cidades.
  8. As crianças de rua, resgate e restauração.
  9. Transformação de uma comunidade carente na cidade grande.
  10. Enfrentamento ao tráfico de pessoas.
  11. O aborto, crianças em risco no útero.
  12. Adoção e acolhimento familiar.
  13. Estilos de comunicação na liderança. Aprender a compreender os membros da sua equipe.
  14. Como se prevenir de ser manipulado.
  15. Os métodos de comunicação eficaz.
  16. Em seu trabalho com as crianças, como lidar com o estresse e manter sua saúde mental.


Você pode orar conosco para que o Senhor Deus chame muitos jovens para trabalhar com crianças em situação de risco?

Abraço bem grande!

Monday, June 19, 2017

Jovens no Oriente estão se dispondo a alcançar as crianças em situação de risco

Após um excelente tempo na Holanda seguimos em nossa próxima grande viagem. Estaremos por 7 meses visitando vários países na Ásia. Planejamos para o final de Setembro voltar para Holanda com o alvo de preparar a escola Crianças em Risco, que começará em Janeiro de 2018, na Holanda mesmo. O foco dessa escola será em crianças refugiadas.
  

No Oriente
Mas antes disso, estamos então uns meses na parte oriental do planeta. Crianças em risco há no mundo todo, e estamos muito felizes por encontrar muitos jovens aqui desejosos em ajudar essas crianças, e que estão abertos para aprender como fazê-lo da melhor forma.

Estamos numa cidade imensa, e impressionados com a velocidade com que milhares de prédios estão sendo construídos em bairros novos e bonitos que parecem nascer de um dia para o outro. Grandes avenidas de 8 pistas cruzam a cidade, e carros, motinhas elétricas, bicicletas, ônibus e pedestres as ocupam sem aparentes problemas.   

Pescando peixinhos dourados
No centro da cidade há uma pequena lagoa redonda com milhares de peixinhos dourados. Num domingo à tarde encontramos dezenas de pais e avós com crianças pequenas pescando com varinhas, enchendo seus baldinhos para levar os peixes para os seus aquários em casa. Uma gracinha! As pessoas sorriem para nós quando queremos fotografá-las. Eles têm muito orgulho da sua cidade e do seu país, e o sentimento é de que querem que curtamos tudo isso com eles.


Deixados para trás
Mas também existem grandes necessidades. Nas vilas milhões de crianças são deixadas para trás por seus pais aos cuidados de avós ou outros parentes, para que os pais possam ir às grandes cidades a fim de ganhar mais dinheiro do que ganhariam nas vilas e áreas rurais. Muitos fazem isso para poder escapar da pobreza e prover melhor para suas famílias; outros para poder adquirir mais bens, como casas, carros e artigos de luxo. Um dos problemas que conseguiram evitar nessas grandes cidades foi a formação de favelas, devido à insistência dos pais para que as crianças ficassem nas vilas e zonas rurais. Mas o custo que se paga no lar e nos laços na família é imenso. Que dilema terrível.

Ao conversarmos com crianças que são deixadas para trás, elas expressam sentimentos de profunda dor pelo abandono, negligencia e rejeição. Muitas vezes são empurradas de um parente para outro, assim precisam ser colocadas em novas escolas o tempo todo e vão perdendo seus amiguinhos. Muitas vezes se sentem indesejadas nas famílias que os acolhem, e somente encontram com seus próprios pais quando estes voltam para casa uma vez por ano, nas férias. Muitos jovens com quem falamos também expressam os mesmos sentimentos, e se identificam com as crianças.


Mas também há crianças que não têm avós ou outros parentes com quem podem ficar, e que acabam em um tipo de orfanato – escolas internas. Eles não são órfãos, pois seus pais são vivos, mas estão trabalhando numa cidade distante. Para estas crianças a situação é ainda mais pesada socialmente e psicologicamente falando.


Aborto
Interromper a gravidez através de um aborto é considerado totalmente normal nesta região. Além disso, é super barato. É tão comum, que a primeira pergunta que um médico faz a qualquer nova paciente é: “E quantos abortos já teve?”, sabendo que na realidade um aborto não somente mata o bebê, mas que a mulher tem cada vez mais chances de ter problemas físicos e/ou psicossomáticos.



Jovens estão se dispondo
Então, ficamos muito encorajados ao conhecer jovens que estão se dispondo a ajudar crianças, adolescentes e famílias inteiras. Há jovens planejando criar centros de atendimento para meninas grávidas. Existem sonhos para começar organizações que promovem adoções. Tem programas de treinamento para famílias sobre casamento e criação de filhos, em retiros nos finais de semanas e através de websites com bons artigos. Tem acampamentos para crianças, programas para reforço escolar, e até clínicas de aconselhamento para tratar traumas em crianças que foram deixadas para trás. Maravilhoso ver todos estes passos que se tomam por aqui.

Infecção no olho
Estamos curtindo bastante estar aqui neste lindo país e conhecer melhor essas pessoas maravilhosas, mas não tínhamos planejado conhecer seu sistema de saúde através um tempo no hospital!

O Johan sofre desde sua juventude de um tipo de reumatismo (Espondilite Anquilosante). Um dos sintomas se manifesta de vez em quando através de uma infecção no olho. Sempre quando viajamos levamos uns remédios que normalmente resolvem isso bem, mas desta vez os colírios de prednisona não fizeram efeito e tivemos que correr para o hospital.


Admissão no hospitalBem perto de onde ficamos tem um lindo, novíssimo hospital de 20 andares. Fomos até lá para procurar ajuda. Sempre um pouco complicado quando não se fala a língua! Mas não precisávamos nos preocupar. Os médicos foram extremamente gentis e prestativos. E numa cooperação de oração de muita gente do mundo todo e um tratamento com antibióticos na veia, injeções em volta do olho e vários potinhos de colírio, a infecção cedeu aos poucos. Por favor, agradeçam a Deus por isso e continuem orando pela nossa saúde durante restante da nossa viagem!

Somos muito gratos a vocês, como grupo querido e fiel que nos rodeia com orações, finanças e todo tipo de apoio. Para nós é tão confortante saber que vocês oram por nós e pelas crianças em situação de risco, e assim nos “carregam” nestas viagens! Oremos para que muitas crianças que vivem em situações tão difíceis possam ser alcançadas com o amor do Pai. E também estamos orando para que as bênçãos Dele alcancem a todos!

Com muito amor,

Johan e Jeannette


Pontos de oração

Orem pelas crianças que são deixadas para trás, e que sentem que não são amadas nem desejadas. Orem pelas famílias, para que enxerguem os seus filhos como seu maior tesouro;

Agradeçam pelos jovens que querem ajudar essas crianças com amor e aconselhamento;

Orem pelas mulheres que já tiveram vários abortos, ou que estão considerando abortar;

Agradeçam pelos jovens que estão se dispondo a ajudar essas mulheres através da promoção de adoções;

Orem pela nossa viagem e a nossa saúde;

Orem pelas escolas Crianças em Risco no Brasil e ao redor do mundo;

Orem para que muita gente se disponha a obedecer ao chamado de Deus para atuar em favor das crianças em situação e risco;

Orem pelas preparações da escola Crianças em Risco na Holanda em Janeiro 2018. http://ywamheidebeek.org/car/

Wednesday, February 22, 2017

Fomos de encontro aos problemas, e fomos para ajudar.

Nossa carta de notícias está de cara nova, graças a nosso genro, Jonathan! Esperamos que isso deixe ainda mais claro que desde 2013 nossas cartas são notícias de cunho pessoal, diferente das cartas informativas da base da JOCUM-Belo Horizonte.

DANDO AULAS MUNDO AFORA

Em 1986 começamos e estivemos à frente da base da JOCUM, no centro de Belo Horizonte, e a lideramos até 2013. Isso nos deu muita experiência em como trabalhar com crianças em situações de risco. Em 2013 entregamos a liderança da base a novos líderes muito capazes.

Desde então estamos envolvidos integralmente com o treinamento de obreiros para ministérios com crianças em situação de risco, através de escolas e seminários no Brasil e por todo o mundo, usando a experiência que adquirimos e passando essas lições para a próxima geração. Em nossas aulas respondemos perguntas como: “Como trabalhar com crianças em situação de risco?”, “Como começar um ministério eficaz?”, “Quais são os erros a ser evitados?”, “O que a palavra de Deus nos ensina a respeito?”, etc.

Ensinando

Claro, já ensinamos esses assuntos há muitos anos nas escolas em Belo Horizonte e em muitos outros locais da JOCUM. Mas agora que não temos mais a responsabilidade da liderança da base ficou bem mais fácil aceitar convites para ensinar em outros locais mundo afora. Estamos viajando muito mais agora.

Foi, portanto, para evitar confusão entre as notícias da base da JOCUM-BH e os nossos informes pessoais que decidimos adotar este novo visual. Através de nossa carta vamos mantê-los informados sobre a nossa vida pessoal e nosso ministério no treinamento de obreiros em prol das crianças em risco. Nosso blog também recebeu esta cara nova! http://jlukasse-portugues.blogspot.nl/

EM CASA

“Onde vocês moram agora?”, é uma pergunta que ouvimos frequentemente. Um de nossos netinhos tinha certeza de que morávamos num avião J. Não está exatamente correto, mas dá para perceber a lógica por trás disso! Oficialmente ainda morarmos em Belo Horizonte, onde ainda temos nossa casa, mas em grande parte do tempo não estamos por lá em decorrência das viagens. Mas aí vem a questão: O que quer dizer estar em casa, ou onde você se sente em casa? Johan costuma dizer: “Estar em casa é onde estamos juntos!” Talvez pareça um pouco clichê, mas realmente funciona bem, e desse jeito dá para nos sentirmos em casa em todos os lugares onde estamos juntos!

Em casa!

PARA O IRAQUE PELA QUARTA VEZ!

No momento estamos na Holanda. Tínhamos planejado estar aqui desde o início de Dezembro de 2016, mas logo antes de viajarmos, fomos convidados para ir mais uma vez ao Iraque ainda em Dezembro, a fim de ministrar novamente um seminário sobre como ajudar crianças refugiadas a processar o trauma. Seria nossa quarta viagem ao Iraque em 2 anos. Após a terceira viagem tínhamos entendido que não seria mais necessário voltar, e honestamente ficamos aliviados com isso.

Nossos alunos escutando com atenção as histórias das crianças

Então, com esse novo convite, precisávamos rearranjar nossas ideias. Mas quando oramos, senti fortemente Deus me falando de Romanos 15:1-4. Na versão da Mensagem:

Aqueles de nós que forem mais fortes e capazes na fé têm o dever de ajudar os que são vacilantes, não devem fazer apenas o que for conveniente. Se temos força é para servir, não para ganhar prestígio. Cada um de nós precisa se preocupar com o bem-estar alheio, sempre perguntando: “Como posso ajudar?”.

Foi o que Jesus fez. Ele não facilitou as coisas para si mesmo, evitando os problemas alheios, mas sempre estava disposto a ajudar. “Assumo os problemas dos problemáticos” — assim as Escrituras apresentam a questão. Ainda que isso tenha sido registrado nas Escrituras há muito tempo, estejam certos de que foi escrito para nós.

Bem, isso deixou a questão bem clara! Quantas vezes estou tentando facilitar minha vida, ignorando os problemas dos outros? Mas Jesus fez exatamente o oposto, Ele foi de encontro aos problemas, e foi para ajudar.


Assim, fomos novamente ao Iraque, desta vez para dar aula para 22 professoras cristãs – todas refugiadas – que desejavam ajudar as crianças da sua comunidade. Acabou sendo uma viagem maravilhosa, e um seminário com um grupo extraordinário de jovens professoras. Apesar do tempo ali estar extremamente frio (dormi com blusas de frio e até com luvas J), o clima entre elas era bem caloroso. Tivemos oportunidade de encorajá-las de várias formas, e é claro, passamos para elas o programa de como ajudar crianças a processar os traumas e as perdas que sofreram por causa dos conflitos.


Temos os livrinhos que usamos para isso em PDF, e se tiverem interesse em usá-los, ficaríamos contentes em mandá-los de graça!

NA SÉRVIA, REFUGIADOS NA NEVE

Neste mês de Fevereiro demos um seminário sobre o uso desse livrinho durante uma conferência em Budapeste, na Hungria. Ali estavam mais de 150 representantes de organizações cristãs que estão ajudando refugiados na Europa. Foi um tempo de oração, compartilhamento de experiências e planejamento de novas estratégias.

Refugiados na neve

Durante aquela semana tivemos uma oportunidade de cruzar a fronteira com a Sérvia e visitar um grupo de refugiados. Nossa igreja na Holanda tinha recolhido 52 quilos de roupas de frio e telefones celulares. Levamos tudo nas nossas malas!

É inacreditável, mas existem pelo menos 5.000 refugiados na Sérvia que não recebem nenhuma assistência oficial do governo. Eles ficam no frio em galpões abandonados sem água ou eletricidade, ou então simplesmente acampados ao ar livre no meio das árvores. Eles desejam continuar sua viagem rumo à Europa Ocidental, mas a Hungria fechou as fronteiras e só passam 10 pessoas por dia. Alguns já estão ali estacionados há mais de 6 meses nessas condições.


Visitamos um acampamento improvisado, onde um grupo de cristãos tenta levar comida e roupa diariamente para um ajuntamento de uns 200 refugiados de 14 a 25 anos de idade.

Os refugiados estavam muito gratos pela ajuda. Mas nos surpreenderam ao pedir mais: “Somos gratos por vocês terem vindo e nos dado tudo isso, mas, por favor, poderiam orar para um milagre acontecer, de podermos seguir viagem, e por proteção?” Até onde sabemos, todos são muçulmanos, mas queriam que orássemos por eles!

Durante a conferência em Budapeste ouvimos muitas histórias de todos os cantos da Europa sobre centenas de muçulmanos dando suas vidas a Cristo. Eles estão tão abertos agora! Por favor, orem pelos refugiados e pelas pessoas que os estão ajudando, e pergunte a Deus o que você pode fazer a respeito.

PODEM NOS AJUDAR A DIVULGAR?

Gostariam de ser treinados para trabalhar com crianças refugiadas? Conhecem alguém que está procurando treinamento? Planejamos oferecer o Curso Crianças em Situação de Risco em Janeiro de 2018 na base da JOCUM na Holanda, com foco especial em crianças refugiadas. Por favor, ajudem-nos na divulgação!

Para maiores informações, contate-nos: johan@jocum.org.br

Se vocês gostariam de apoiar-nos no que se refere aos custos adicionais que estamos tendo em nossas viagens para ajudar crianças refugiadas e para organizar as Escolas Crianças em Risco? Há diferentes maneiras de fazê-lo. Para doar, por favor, dê uma olhada nesta página do nosso blog.

Avô Johan, lendo para sua neta mais nova

Gostaríamos de agradecer a todos que nos sustentam em oração, com encorajamento e financeiramente.

Que Deus possa abençoa-los ricamente.

Johan e Jeannette Lukasse



PONTOS DE ORAÇÃO:
  • Agradeçam a Deus pelas escolas Crianças em Risco no Brasil e em todo o mundo;
  • Orem pelos jovens que recebem o treinamento para que obedeçam a Deus e ofereçam suas vidas em prol das crianças em situação de risco;
  • Orem pelos refugiados no norte do Iraque: 300 mil cristãos e 2 milhões de muçulmanos;
  • Agradeçam pelas e igrejas e organizações que estão ajudando da maneira que podem;
  • Orem pelo 65 milhões de refugiados em todo o mundo, e pelas 34 mil pessoas que diariamente precisam fugir das suas casas;
  • Orem pelas igrejas e organizações que estão demonstrando amor e hospitalidade da maneira Bíblica, a filogenia: tratando o estrangeiro como amigo (o oposto seria xenofobia: medo dos estrangeiros).